quinta-feira, 18 de junho de 2009

chiclé de bola

você me disse mãos ao alto
na montanha russa
e eu rezando à Pacha Mama
de ti no paso, Mama
você me acalma
desencana, tá na boa, deixe que a vaca tussa
e eu de olhos fechados
no teu abraço, mina

e vem filosofar
que todo mundo é feito chiclete
que a gente estica, amarga e gruda
como chiclé
ah, é?
então me enrola, me embola, me cola
me endurece embaixo do teu assento

e assim, por um momento
você perde a pose
Chiclé de bola no teu peito!

você me disse vamosimbora
num foguete à Júpiter
e eu saquei sem gravidade
o grave em ti é não amar
você responde
corta essa, o amor ilude
e eu querendo ocê na cama
escuta esse som do Itamar

“Devagar com esse andor, Leonor...”

2 comentários:

  1. hahahahaah!!!!

    "me endurece embaixo do teu assento"

    hahahaha

    vou considerar uma homenagem ao

    "o teu chiclé grudou no meu bigode"

    kkk

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  2. certamente, parcerim... esse é primo daquele.

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mandaí!